O povo da Irlanda

As paisagens da Irlanda nos fazem perder o fôlego. Mas o que nos permite recuperar e ficar tagarelando o tempo todo é o povo da Irlanda. Não estará na hora de você o ficar conhecendo?

Saoirse Ronan
Saoirse Ronan

Existem muitas variantes na personalidade irlandesa. Na realidade, cerca de seis milhões de variantes. Esse é o número de pessoas que chamam casa a esta bela e complexa ilha, e cada uma delas contribui com algo de diferente e novo.

Não disse Freud que os irlandeses são a única raça impenetrável para a psicanálise? Em outras palavras, não espere respostas. Divirta-se apenas fazendo perguntas.

Há determinados padrões que todos mantemos, obviamente. A paixão, a poesia, a conversa contagiante e o craic (diversão)… tudo isto acontece um pouco por todo o lado.

Sim, somos apaixonados por política, por esportes, por analisar nosso lugar no mundo. Sim, somos atraídos por um bom livro e pelo cara ou garota capaz de escrevê-lo. Sim, gostamos de falar e, sim, a diversão é o nosso oxigênio.

Mas ser irlandês vai também mais fundo do que tudo isto.

A nossa casa é onde está o nosso coração

O povo da Irlanda adora viajar, conhecer o mundo. Nossa diáspora, partam eles por opção ou necessidade, atinge os 70 milhões. Mas também adoramos voltar para casa para nossas cidades, para o campo e para as cozinhas.

Adoramos passar o tempo com nossas famílias, desfrutar de uma fofoca ao redor da mesa da cozinha e conversar com alguém que nos ouve. E somos loucos por essas pequenas coisas que nos fazem diferentes: limonada vermelha; farls (tipo panqueca) de batata; batatas fritas Tayto. Palavras como "wee" (pequeno) e "grand" (excelente). O fato de os shorts GAA serem muito curtos. Ou que o Titanic estava bem quando saiu de Belfast.

Chamas criativas

Não é segredo que há um lado criativo na personalidade irlandesa. Pense no Livro de Kells e no pintor Expressionista Jack B. Yeats (irmão do poeta, W.B. Yeats). Pense nas antigas sagas e lendas como An Táin e as Crianças de Lir e escritores como James Joyce, C.S. Lewis e Seamus Heaney. Pense em atores como Maureen O'Hara e Liam Neeson ou Saoirse Ronan.

Sim, a arte sempre correu nas nossas veias.

Sucessos humildes

Este é um local em que um Óscar ou um Prêmio Nobel é celebrado entre aplausos arrebatadores da ilha numa noite, e aparece embaraçado junto à lareira na manhã seguinte.

A beleza desta chama criativa, todavia, é que não pertence apenas a Bono, Enya e Snow Patrol. Encontrará festivais de arte e artesãos na menor das cidades, respirando uma nova vida em antigos moinhos e salas de ordenha em todos os recantos do mundo rural.

Cineastas como Jim Sheridan e Kenneth Branagh atingem reputação internacional, mas existem multidões de realizadores, argumentistas e animadores talentosos, seguindo o seu exemplo.

E música? Bom, há sempre música, seja dos U2, Enya, Van Morrison ou Snow Patrol, ou sessões tradicionais em acolhedores pubs no campo.

O último a rir

Diz-se muitas vezes que o passatempo nacional (bom, o dos homens de qualquer modo) é ser brincalhão. Constantes brincadeiras, piadas; encontrará muitas formas de descrever estas torrentes astutas de abuso carinhoso E os visitantes não estão de modo algum imunes a este talento cultural.

Por regra, verá que, nós não nos levamos muito a sério. E quando o fazemos, não há nada como brincar com a situação para resolver.

Mas acima de tudo adoramos rir. Nós gostamos de um pouco de malícia, de diabruras, desde respostas espirituosas no pub ao astuto Patrick Kielty ou Dara Ó Briain.

E após os séculos agitados que tivemos em tempos, o riso sempre apareceu como a opção saudável.

Afinal de contas, é o melhor remédio. Venha se juntar a nós e tome um pouco do mesmo.

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